O agronegócio está presente em todos os cantos do Brasil, sendo, muitas vezes, responsabilizado pelo dano causado aos diferentes biomas do país e à natureza como um todo.
Mas o pleno desenvolvimento do agronegócio depende, em grande parte, da preservação do meio ambiente, das matas, riachos e demais recursos naturais.
Visando essa preservação e o desenvolvimento sustentável do agro, surgiu o sistema de gestão ambiental.
A gestão ambiental no agronegócio é responsável por manter as atividades e a produção dentro dos limites legais, reduzindo o número de ações judiciais e os danos causados ao meio ambiente.
Porém, apesar de cada vez mais necessário e de muito vantajoso para o produtor rural e para o planeta, o conceito de gestão ambiental no agronegócio ainda é pouco conhecido e difundido.
Por isso, decidimos tratar sobre ele neste artigo.
Continue conosco e confira tudo que você precisa saber sobre o assunto. Boa leitura!
O que é a gestão ambiental no agronegócio
A gestão ambiental no agronegócio é um sistema cuja finalidade é assegurar que todas as atividades e produtos sejam desenvolvidos sem causar qualquer dano ao meio ambiente e seus ecossistemas.
Para isso, a gestão ambiental identifica os impactos causados à natureza, se baseando nessa análise para organizar e ordenar as atividades agrícolas, gerando melhorias na produção, mitigando os danos ambientais e trazendo para o produtor e para a natureza o chamado desenvolvimento sustentável.
É um conceito simples de entender, como pode-se perceber. A grosso modo, a gestão ambiental nada mais é do que uma forma de inovar na produção agrícola, tornando-a mais ecologicamente responsável.
Qual a importância da gestão ambiental
A gestão ambiental no agronegócio tem como importância e função principal reduzir ou, até mesmo, extinguir os danos causados ao meio ambiente, enquanto promove o desenvolvimento das atividades e produção rural.
Você pode estar se perguntando agora por que isso é importante e, acredite, temos a resposta!
As atividades do agronegócio podem, sim, ser danosas para o meio ambiente.
Isso porque o manejo desenfreado pode acelerar o processo de erosão do solo, tornando a terra improdutiva.
O uso excessivo de fertilizantes fosfatados, por sua vez, pode causar a eutrofização dos corpos hídricos, aumentando o nível de nutrientes da água e, assim, promovendo o crescimento de algas e diminuindo os níveis de oxigênio.
A supressão da vegetação, nativa ou plantada, também é um dano ambiental.
E foi para reduzir esses danos e outros possíveis danos, e com eles, as ações judiciais movidas contra produtores rurais, que surgiu a gestão ambiental no agronegócio.
É daí que deriva sua importância, afinal, como vimos, é por meio da gestão ambiental que o agro pode se desenvolver sem danificar a natureza e o meio ambiente, evitando assim multas, ações judiciais, embargos e outras penalidades.
Além disso, ao contar com o sistema de gestão e apresentar sua marca como preocupada com as questões ambientais, você, produtor rural, ganha um grande diferencial competitivo, demonstrando que seu produto é de qualidade e tem consciência socioambiental.
Conclusão
O mundo está mudando e, com ele, as atividades agrícolas também.
Segundo a ONU, a população mundial deve chegar a 8,5 bilhões de pessoas ainda em 2030 e, em 2050, o número deve chegar a 9,7 bilhões, aumentando consideravelmente a quantia de “bocas para alimentar”.
Com isso, será imprescindível mudar a forma como o agro produz, como se relaciona com a natureza e com o meio ambiente em geral.
Para garantir essa mudança, sem impactar negativamente na produtividade, a melhor opção é contar com um sistema de gestão ambiental no agronegócio, tornando as atividades mais sustentáveis e viáveis a longo prazo.